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Novo smartphone da Motorola - e segunda geração da linha G lançada em 2019 - promete bastante, mas necessita de correções

Moto G8 Plus é um smartphone que precisa de ajustes

A Motorola pisou no acelerador em 2019, seguindo a tendência das fabricantes chinesas de lançar novas linhas de produtos em períodos mais curtos (6 a 8 meses), em vez do tradicional intervalo de um ano entre um modelo e outro. A empresa lançou o Moto G7 Plus em fevereiro e, em novembro, seu sucessor já está à venda com preço sugerido de R$ 1,7 mil – o que não é necessariamente uma boa notícia para o consumidor.  Além do G8 Plus, a linha G8 renovada traz também o modelo G8 Play, com recursos mais básicos pelo valor sugerido de R$ 1.099. 

Design e configurações

O Moto G8 Plus segue a linha adotada pelos smartphones mais recentes da Motorola, como o One Macro e o One Zoom: na frente com a tela com entalhe/notch em “gota” no meio e atrás com as câmeras alinhadas do lado direito do aparelho - no G7, eram alinhadas ao centro da parte traseira. A inspiração dos modelos One também aparece no acabamento metálico em gradiente - o modelo que avaliamos, na cor Azul Safira, mostra diversos tons de azul, dando um efeito muito bonito ao smartphone. 

Nas configurações técnicas, o Moto G8 Plus traz um processador Qualcomm Snapdragon 665 de oito núcleos, com 64 GB de armazenamento interno (expansível com cartões de memória padrão microSD) e 4 GB de memória RAM. A tela, chamada de Max Vision pela fabricante, tem 6,3 polegadas com resolução Full HD+ (1080 x 2280 pontos). 

Na parte traseira temos ainda um leitor de impressões digitais posicionado ao centro e o G8 Plus vem ainda com um conector USB-C para carregar a bateria/trocar dados com o computador e uma entrada padrão 3,5 mm para fones de ouvido - algo raro nos smartphones mais caros, mas ainda comum nos aparelhos intermediários, como esse. 

A bateria, com capacidade de 4.000 mAH, tem excelente duração - chegou ao final do dia após 12h de uso com 35% de carga restante. O G8 Plus vem com um carregador Turbo Power de 15 watts na caixa e efetua a tarefa de forma rápida (foi de 30% a 70% de carga em pouco mais de 30 minutos, por exemplo). 

Interface e sistema operacional

O smartphone da Motorola vem com a versão 9 do sistema operacional Android, com poucos aplicativos externos (como o já conhecido App Box, uma loja de aplicativos da marca) e a maioria deles fornecidos pelo Google, como o Fotos, que atua como galeria principal de imagens e já sincroniza / faz uma cópia de segurança na sua conta do Google. 

O aplicativo Moto, da própria Motorola, traz as já conhecidas ações criadas para facilitar o uso, como o ato de girar o telefone para os lados e ativar a câmera, por exemplo. O Moto ajuda ainda a capturar a tela, silenciar chamadas (basta virar a tela para baixo) e controlar música, por exemplo. Leva um tempo para aprender, mas é simples e fácil. O smartphone usa o Google Assistente como padrão. 

Entretanto, ao usar o Moto G8 Plus no dia a dia, deu para perceber que o aparelho precisa de ajustes no software. Ele vai bem nos testes de desempenho, como o Geekbench 5 (315 pontos), mas apresenta lentidão em certos momentos ao alternar entre aplicativos e, principalmente, usar a câmera com o modo noturno. Acreditamos que é algo que a Motorola deva corrigir em um futuro próximo com uma atualização do sistema. 

Câmeras

As câmeras do Moto G8 Plus, de certo modo, trazem o melhor de outros dois smartphones da Motorola lançados este ano: o One Vision e o One Action. Do primeiro, vem a câmera traseira principal com resolução de 48 megapixels (que usa quatro pontos para gerar um, tendo imagens finais de 12 megapixels de resolução). Do segundo, a câmera de vídeo de ação com estabilização óptica de imagem e que só filma na vertical - apesar de gerar vídeos na horizontal. A terceira câmera do G8 Plus é um sensor de profundidade (também comum a outros aparelhos da marca), que ajuda na hora de tirar fotos com o modo Retrato ativado, desfocando o fundo. 

Na prática, por conta dos problemas de sistema do G8 Plus, o resultado acaba não sendo tão bom como nos outros aparelhos da Motorola - principalmente a câmera principal. Durante o dia, com boa iluminação, os resultados são bons, sem cores ou contraste estourados. 

Mas o desempenho noturno, apesar de o One Vision ter um histórico muito bom, o G8 Plus com a mesma câmera não consegue, pois demora. Ao tirar uma foto em um ambiente um pouco mais escuro - nem precisa estar escuro do lado de fora, basta fechar a janela de um quarto -, dá para perceber que o processamento da imagem demora após o clique (aparece até uma notificação no topo da tela com a mensagem “O serviço de processamento está ativado” relacionado à câmera). Se você abrir a imagem na galeria de fotos, vai perceber que a imagem está um pouco desfocada, mas assim que o processamento acaba, ela se torna nítida. É algo que, num aparelho intermediário em 2019, não deveria acontecer. 

Com aparelhos mais caros que tiram fotos no escuro com maior rapidez e melhor resultado, a promessa do G8 Plus cai por terra. Com paciência, porém, é possível tirar boas fotos no escuro, principalmente paisagens. 

As fotos em modo retrato são muito boas, e a câmera dedicada a vídeos “de ação” (como se fosse uma câmera GoPro) segue o padrão do Moto One Action, com imagens estabilizadas e uma boa qualidade geral. Na frente do aparelho, está a câmera de selfies, com 25 megapixels de resolução e que tira fotos bastante nítidas e claras.

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